quinta-feira, 26 de novembro de 2009

12º Rastros de Ódio(1956)


Sinopse

Em 1868, Ethan Edwards, um ex-soldado confederado, surge inesperadamente no rancho de seu irmão Aaron Edwards, no Texas, depois de vários anos ausente.  Uma das razões inconfessáveis de seu retorno é o fato de amar secretamente Martha, a mulher de seu irmão.  Ao chegar, faz festa com todos, principalmente com suas sobrinhas, mas não vê com bons olhos seu sobrinho Martin Pawley, por ser mestiço.

Na manhã seguinte, o Rev. Capt. Samuel Johnston Clayton chega ao rancho, acompanhado de alguns homens, a fim de pedir a Aaron e a Martin que se juntem ao grupo na caçada a alguém que entrou no curral de Lars Jorgensen e levou suas melhores vacas.  Ethan sugere ir no lugar de Aaron, pois julga importante que o irmão fique para proteger Martha e as sobrinhas.

O grupo sai e encontra todo o gado morto, com sinais de que os responsáveis foram os índios Comanches.  Ethan alerta a todos que o único motivo para o ocorrido é intimidar Lars e seu irmão Aaron, a fim de que os mesmos abandonem a região.  Ao retornarem ao rancho, verificam que o mesmo foi incendiado e a família assassinada, com exceção da pequenina Debbie, que foi raptada.

Ethan e Martin começam, então, uma busca interminável a fim de encontrarem Debbie viva entre os Comanches.  Quando chegam as nevascas, eles perdem a trilha que seguiam e voltam até o rancho da família Jorgensen.  Lars, sua mulher e sua filha Laurie ficam contentes em revê-los, principalmente esta última, por amar Martin.

Ao receberem uma pista de um comerciante, segundo a qual o Chefe Scar está seguindo com seu grupo em direção ao Norte, a fim de passarem o inverno em Fort Wingate, Ethan e Martin partem imediatamente.

Os dois recomeçam a difícil tarefa até que, depois de cinco anos, terminam por encontrá-la vivendo com o grupo de Scar.  Eles tentam convencê-la a voltar em sua companhia, mas ela se nega por se considerar uma Comanche.  Revoltado, Ethan tenta matá-la, mas é impedido por Martin.

Os dois retornam à casa dos Jorgensen onde chegam no momento em que Laurie, vestida de noiva, vai-se casar com Charlie McCorry.  Ao ver Martin, entretanto, Laurie desiste do casamento.  É quando chega um soldado da cavalaria conclamando os homens presentes a se juntarem às tropas do comandante Greenhill, num enfrentamento ao grupo de Scar, que se acha próximo do local.  O Rev. Clayton, Ethan, Martin e uma meia-dúzia de homens atendem ao pedido e se juntam às tropas oficiais.

Após um ataque em massa ao acampamento indígena, o grupo de Scar é dizimado e Debbie é, finalmente, resgatada e trazida por Ethan para o seio da família e dos amigos.

.......

Críticas

Baseado no livro homônimo de Alan Le May, "Rastros de Ódio" é mais um excelente faroeste.  Realizado pelo grande e veterano cineasta John Ford, o filme parte de um roteiro muito bem estruturado por Frank S. Nugent, na época seu genro.

A direção é perfeita, o ritmo impresso à trama é muito bom e, contando com a ajuda do fotógrafo Winton C. Hoch, Ford consegue captar cenários naturais memoráveis.

O elenco é de primeira linha, ficando os maiores destaques para as brilhantes atuações de John Wayne, Jeffrey Hunter e Ward Bond.  "Rastros de Ódio" é o sexto filme de Wayne dirigido por Ford.  Antes, os dois já haviam trabalhado juntos em "No Tempo das Diligências", de 1939, "Forte Apache - Sangue de Heróis", de 1948, "Legião Invencível", de 1948, "Rio Grande", de 1950, e "Hondo - Caminhos Ásperos", de 1953.
http://www.imdb.com/title/tt0049730/


Direção:  John Ford

Roteiro:   Frank S. Nugent

Produção:  C. V. Whitney

Música Original:  Stan Jones, Max Steiner

Fotografia:   Winton C. Hoch

Edição:  Jack Murray

Direção de Arte:  James Basevi, Frank Hotaling

Figurino:   Charles Arrico

Efeitos Especiais:  George Brown

Efeitos Sonoros:  Hugh McDowell Jr., Howard Wilson

País:  USA

Gênero:  Faroeste
Formato: rmvb
Áudio: Inglês
Legendas: Português/BR
Duração: 1:58
Tamanho: 481 MB
Dividido em 06 Partes
Servidor: Rapidshare



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Filme no Youtube
http://www.youtube.com/user/AbsoluteMonarchist#p/u/11/FHJuEaUvAkA



quarta-feira, 25 de novembro de 2009

11º Os Sete Samurais (1954)



Sinopse

No século XVI, durante a era Sengoku, quando os poderosos samurais de outrora estavam com os dias contados, pois eram agora desprezados pelos seus aristocráticos senhores (samurais sem mestre eram chamados de "ronin"), Kambei, um guerreiro veterano sem dinheiro, chega em uma aldeia indefesa que foi saqueada repetidamente por ladrões assassinos.

Os moradores do vilarejo pedem sua ajuda, fazendo com que Kambei recrute seis outros ronins, que concordam em ensinar aos habitantes como devem se defender em troca de comida.

Os aldeões dão boas-vindas aos guerreiros e algumas relações têm início.  Katsushiro se apaixona por uma das mulheres locais, embora os outros ronins mantenham distância dos camponeses.  O último dos guerreiros que chega é Kikuchio, que finge estar qualificado mas na realidade é o filho de um camponês que almeja aceitação.

Os bandoleiros chegam e, no final, os vilões são derrotados, mas só três samurais sobrevivem e estes contemplam os túmulo dos camaradas, enquanto os aldeões plantam arroz para a próxima estação.

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Críticas

"Os Sete Samurais" é um excelente filme, um clássico a ser lembrado por gerações.  O filme contém bastante ação e um inesquecível elenco, incluindo o grande Toshirô Mifune que, além de ser o ator preferido de Kurosawa, apresenta a melhor atuação de sua vida.

Akira Kurosawa faz um trabalho excepcional na direção.   O filme apresenta, ainda, uma magnífica fotografia e uma trilha sonora extremamente envolvente.
http://www.imdb.com/title/tt0047478/

Prêmios: Festival de Veneza  -  Prêmio Leão de Prata  (Akira Kurosawa)
Indicações:  Academia de Hollywood  -  Indicado aos Oscars de Melhor Direção de Arte e de Melhor Figurino

Academia Britânica  - Indicado aos Prêmios de Melhor Filme e de Melhor Ator Estrangeiro  (Toshirô Mifune e Takashi Shimura)

Festival de Veneza  -  Indicado ao Prêmio Leão de Ouro
Direção: Akira Kurosawa
Roteiro: Akira Kurosawa, Shinobu Hashimoto
Gênero: Ação/Drama/Guerra
Origem: Japão
Duração: 208 minutos
RMVB Legendado
P/B



Elenco:
Takashi Shimura...Toshirô Mifune...Yoshio Inaba...Seiji Miyaguchi...
Minoru Chiaki...Daisuke Katô...Isao Kimura...Kamatari Fujiwara...
Kokuten Kodo...Bokuzen Hidari...

Links Rapidshare em doze partes divididas em dois discos
DISCO 1:
http://rapidshare.com/files/67297328/Os_Sete_Samurais__Stirner__Disco_1.part1.rar
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DISCO 2:
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10º Era Uma Vez em Tóquio (1953)


Um casal de idosos vai a Tóquio visitar seus filhos. Eles percebem então que a relação entre eles mudou. Não que exista algum sentimento de mágoa ou ressentimento. A questão é mais profunda. A vida os tornou mestres de suas próprias existências, com seus acertos e erros. Eles apesar de até quererem, não possuem mais tempo para os pais. Eles encontram no entanto a compreensão na viúva de um dos filhos. Existe ali a ternura oriunda de buscarem cada um no outro traços daquele que já partiu dessa vida.
Eles também encurtam a estadia em Tóquio ao perceberem que se tornaram um obstáculo, um entrave a rotina da vida dos seus filhos. Ao retornarem para seu lar a mãe tomba esgotada. Desconfia-se que foi devido a tristeza que ela imagina ter causado a seus filhos. A doença faz com que os filhos façam a viagem inversa, mas é tarde, ela morre. A conclusão da história é óbvia: Precisamos criar meios para ter uma existência que nos permita dar carinho para os que nos são caros enquanto eles se encontram com saúde e entre nós. Muitos consideram a obra de Ozu conformista demais. É ledo engano, Ozu talvez seja um conformado. É preciso aceitar aquilo que não pode ser mudado: a velhice, a morte, as doenças. Em suma é a ordem natural das coisas.
Em Ozu, a câmera parece estar num canto, tamanha a captação do cotidiano que surge naturalmente diante de nossos olhos. É sabido que Ozu a mantém na altura do olhar de uma pessoa sentada no tatame.
Não existe também em sua obra, nenhum julgamento de valores dos personagens. Eles trilham caminhos diferentes, que pertencem a uma mesma região (que simboliza o mundo).
O ano de 1953 foi muito profícuo ao Japão. Foram concebidas duas obras-primas inquestionáveis do cinema. Este filme e “Contos da lua vaga” de Kenzo Mizoguchi.
Ambos devem ser assistidos. Fazem parte das obras que elevaram o cinema ao posto de arte.

Por Conde Fouá Anderaos

http://www.imdb.com/title/tt0046438/
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9º O Poderoso Chefão(1972)




Sempre afirmo que, por trás de quase todo grande filme, há uma história quase tão complexa por trás da que está sendo contada na tela. Com O Poderoso Chefão, um dos maiores clássicos já criados em Hollywood, não poderia ser diferente. Quem assumiu a frente do projeto foi o jovem diretor Francis Ford Coppola, que com apenas 33 anos e pouquíssimos filmes no currículo, mostrou ter competência o suficiente para levar a produção da Paramount não só a frente, mas também escrever o seu nome na história do cinema como um dos mais completos filmes já feitos.

Baseado na obra de Mario Puzzo (roteiro do próprio, alterado por Coppola), conheça a história dos Corleone, uma família de mafiosos italianos dona de boa parte dos negócios ilegais em Nova York. Don Vito Corleone (Marlon Brando) é o padrinho, o homem que tem o controle, o chefe da família, a quem todos temem pedir um favor, com medo de ficar em dívida. Ele está preparando Sonny (James Caan) para ser o seu sucessor, deixando-o sempre por dentro de tudo, ao contrário de seu outro filho Michael (Al Pacino), um herói da Segunda Guerra Mundial, que vive normalmente como um civil.

Toda a 'normalidade' do dia-a-dia da família é colocada em xeque quando surge o interesse por parte das outras famílias em introduzir o tráfico de drogas na cidade. Don Corleone posiciona-se totalmente contra, não oferecendo o auxílio político e policial que as outras famílias acharam que poderiam contar. Essa posição gera uma série de atentados contra sua família, com o objetivo de fazer com que mudem de opinião e passem a ajudá-los com seus interesses. É nesse caótico cenário de guerra entre as famílias que, por ironia do destino, Michael vê a necessidade de proteger o seu pai e manter todos os negócios construídos ao longo dos anos.

Apesar da sinopse sugerir que a história seja simples e fácil de entender, as ações que os personagens tomam deixa tudo muito mais complexo. Fica impossível para uma pessoa entender tudo à primeira vista, porque alguns personagens tomam atitudes baseadas no código da máfia (não confundir nada pessoal com negócios). Tendo isso em mente, fica um pouquinho de nada mais fácil entender porque alguém traiu alguém, porque um matou o outro, porque fulano seqüestrou beltrano. Um dos grandes méritos do filme é que, para que ele seja inteiramente compreendido, você tem de pensar como os personagens. Fora desse eixo, as ações serão interpretadas de formas diferentes de suas intenções.

Para transpor esse complexo mundo do livro para as telas, Coppola teve que suar a camisa. O resultado foi quase uma dezena de cenas memoráveis: a lenta abertura do filme, a festa de casamento, a seqüência da mansão do produtor de cinema (sim, a cabeça de cavalo é real), o tiroteio na barraca de frutas, a cena do restaurante, o tiroteio no pedágio, e o final, contando a parte das laranjeiras e do batizado. Tudo é assustadoramente real, em uma ambientação impressionante do mundo da máfia dos anos 40. O cuidado com o roteiro foi tanto que Puzzo e Coppola evitaram ao máximo utilizar essa palavra, máfia, durante o filme. Isso para dar um ar orgânico e não simplificar à uma palavra toda a complexidade onde os personagens vivem.

Al Pacino teve a difícil missão de encarnar Michael Corleone. Apesar de Marlon Brando ser a grande estrela do primeiro longa, sempre acreditei que o protagonista do filme é Michael Corleone. O filme é sobre ele. A trilogia se abre e se fecha com ele. E pensar que, em uma interpretação tão memorável, Al Pacino era a última das opções imagináveis pelos produtores do longa, devido a incerteza se ele poderia convencer ou não no papel, porém sempre foi a única escolha de Coppola. Muitos dólares foram gastos com testes para o papel, que teve nomes de peso como Jack Nicholson, que já havia rodado o importante Sem Destino, e Dustin Hoffman, depois de explodir em A Primeira Noite de um Homem.

Claro que Marlon Brando teve um peso de ouro na obra. Sua carreira estava um pouco fria, mas ganhou novo gás no papel que lhe rendeu mais uma estatueta de melhor ator (a anterior havia sido conquistada através de Sindicato de Ladrões). Brando não foi recebê-la no dia do Oscar. Ele estava protestando contra o mal trato com os índios norte-americanos, e enviou a atriz Maria Cruz vestida como uma para fazer um inflamado discurso de protesto contra a indústria cinematográfica.

Mas o fato é que Marlon Brando teve uma das melhores performances de todos os tempos. O modo delicado como ele expõe o personagem é algo simplesmente fantástico, uma aula de interpretação. O pequeno sorriso que ele dá quando vê Michael no hospital, ou então sua reação sutil, profundamente dolorosa, ao receber a notícia da morte de um familiar muito próximo são apenas dois exemplos da maestria com que Brando conduziu o seu personagem, tornando a estatueta uma das mais justas de toda a história do Oscar. Ironias a parte, quase que Brando fica de fora da produção, por não querer estimular algo sujo como a máfia. Ainda bem que mudou de idéia.

Nos demais nomes do elenco, destaque para uma Diane Keaton perdida em meio a um mundo de sujeira, dinheiro e sangue. Ela interpreta Kay Adams, a mulher de Michael, que acaba entrando neste mundo que tanto odeia por amar o marido, em uma relação que vai ser profundamente discutida ao longo de toda a trilogia. Outro nome de peso é James Caan, encarnando um raivoso Sonny Corleone, em um dos melhores personagens da trilogia. Robert Duvall, que trabalharia novamente com Coppola em Apocalypse Now!, teve o difícil encargo de ser Tom Hagen, o advogado da família - em outras palavras, quem limpa o que escorre e quem tem que dar o tom de equilíbrio pensante em suas ações.

Uma produção dessa magnitude, que não tinha a crença total de sucesso por parte do estúdio, só podia terminar em um orçamento estourado. Os produtores queriam até mesmo transpor todo o filme para os anos 70, tentando baratear a obra. Ter Marlon Brando no elenco parecia até piada de mal gosto aos seus ouvidos. Porém, Coppola não só conseguiu tudo o que desejava, como também teve o dedo em milhares de mínimos detalhes que engrandeceram ainda mais sua obra. Desde pequenos detalhes de época originais na arte até todo o elenco que desejava, tudo estava a seu gosto.

A técnica de O Poderoso Chefão é algo a frente de seu tempo. Além de ter alguns planos minuciosamente pensados, longos e cheios de significados, as luzes contribuem para um clima sempre quente e gostoso de se ver - mesmo com cenários bastante urbanos e sem serem necessariamente bonitos - com exceção da Sicília, linda. O diretor de fotografia Gordon Willis foi extremamente competente ao enquadrar um ambiente violento, que poderia soar gratuito, da forma delicada como Coppola queria. Nino Rota, fiel contribuidor de Fellini, ficou responsável pelo tema musical. Sinceramente, não há como pensar em O Poderoso Chefão e não lembrar dele. É forte, possui uma boa versatilidade, é tocado de diversas maneiras... Ninguém menos que um bom italiano poderia captar a essência do roteiro e transformá-la em notas dessa forma.

O resultado de tanto esforço veio pouco tempo depois. Três prêmios na Academia (roteiro adaptado, ator e filme), uma fortuna nas bilheterias e a garantia de que Coppola conduziria as continuações que estavam por vir, dessa vez com um orçamento bem mais folgado e total liberdade criativa. Poucas vezes na história da premiação um filme que recebeu o principal prêmio da noite levou menos estatuetas que um concorrente. Nesse caso, quem representa o outro vencedor da noite é Cabaret, que anotou na conta nada mais nada menos do que oito estatuetas - cinco a mais que O Poderoso Chefão.

Violento e realista, é um perfeito retrato de como a máfia podia ser boa e cruel ao mesmo tempo. Cheio de significado, mortes e personagens marcantes, é absolutamente impossível desgrudar os olhos da tela por um segundo sequer. Eles podem não confundir nada pessoal com negócios, mas quem saiu ganhando nessa confusão toda fomos nós, o público. E não precisamos matar ninguém para isso.

Por Rodrigo Cunha

Elenco:

Marlon Brando (Don Vito Corleone)
Al Pacino (Michael Corleone)
Diane Keaton (Kay Adams)
Richard S. Castellano (Peter Clemenza)
Robert Duvall (Tom Hagen)
James Caan (Santino "Sonny" Corleone)
Sterling Hayden (Capitão McCluskey)
Talia Shire (Connie Corleone Rizzi)
John Marley (Jack Woltz)
Richard Conte (Emilio Barzini)
Al Lettieri (Sollozzo)
Abe Vigoda (Sal Tessio)
Gianni Russo (Carlo Rizzi)
John Cazale (Frederico "Fredo" Corleone)
Morgana King (Mama Corleone)
Lenny Montana (Luca Brasi)
Alex Rocco (Moe Greene)
Tony Giorgio (Bruno Tattaglia)
Victor Rendina (Phillip Tattaglia)
Salvatore Corsitto (Bonasera)
Al Martino (Johnny Fontane)
Sofia Coppola (Criança batizada)
Informações do Filme:

Direção: Francis Ford Coppola
Roteiro: Mario Puzo e Francis Ford Coppola, baseado em livro de Mario Puzo
Produção: Albert S. Ruddy
Música: Nino Rota
Fotografia: Gordon Willis
Direção de Arte: Warren Clymer
Figurino: Anna Hill Johnstone
Edição: Marc Laub, Barbara Marks, William Reynolds, Murray Solomon e Peter Zinner

Premiações:

- Vencedor de 3 Oscar:
Melhor Filme,
Melhor Roteiro Adaptado e
Melhor Ator (Marlon Brando).
- Indicado aos prêmios de: Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante (James Caan, Al Pacino e Robert Duvall), Melhor Figurino, Melhor Edição, Melhor Som e Melhor Trilha Sonora (A trilha de Nino Rota foi retirada da disputa e considerada inelegível por ter sido reutilizada do filme Fortunella).

- Vencedor de 5 Globos De Ouro:
Melhor Filme,
Melhor Diretor,
Melhor Roteiro,
Melhor Trilha Sonora e
Melhor Ator (Marlon Brando).
Indicado ainda a Melhor Ator (Al Pacino) e Melhor Ator Coadjuvante (James Caan).

Curiosidades:

- Marlon Brando, que ganhou o Oscar por sua interpretação como Don Vito Corleone, se recusou a receber sua estatueta em protesto discriminação feita pelo governo e por Hollywood aos índios americanos. Além de não comparecer cerimônia de premiação, Brando enviou em seu lugar uma atriz que se fez passar por uma índia americana, de nome Sacheen Littlefeather.
- O papel de Michael Corleone fora oferecido inicialmente a Warren Beatty, Jack Nicholson e Dustin Hoffman, mas todos o recusaram. Somente após Al Pacino foi escolhido para o papel.
- Robert DeNiro fez testes para os papéis de Sonny e Michael Corleone, mas não conseguiu nenhum dos dois personagens.
- Um dos cotados para o papel de Vito Corleone foi Laurence Olivier. Frank Sinatra também esteve cotado para fazer parte do elenco, no papel de Johnny.
- Durante a cena em que Johnny (James Caan) e Carlo (Gianni Russo) brigam, Caan realmente quebrou algumas costelas de Russo.
- Francis Ford Coppola e Mario Puzo, autores do roteiro do filme, evitaram a todo custo utilizar a palavra “máfia” nos diálogos dos personagens.
- A presença de laranjas nos três filmes da série O Poderoso Chefão sempre indicava que alguém ia morrer ou que iria ocorrer algum atentado.
Dados do Arquivo:

Formato: RMVB
Tamanho: 570 MB
Duração: 2:55
Áudio: Inglês
Legendas: Português 
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8º Cantando na Chuva(1952)


Sinopse

Don Lockwood e Lina Lamont são dois dos astros mais famosos da época do cinema mudo em Hollywood.  Seus filmes são um verdadeiro sucesso de público e as revistas inclusive apostam num relacionamento mais íntimo entre os dois, o que não existe na realidade.

Mas uma novidade no mundo do cinema chega para mudar totalmente a situação de ambos no mundo da fama: o cinema falado, que logo se torna a nova moda entre os espectadores.

Ao decidirem produzir um filme falado com o casal mais famoso do momento, Don e Lina, os responsáveis precisam entretanto superar as dificuldades do novo método de se fazer cinema.

Assim, a cantora Kathy Selden é contratada para dublar a estrela principal, já que a mesma tem uma péssima voz.  O relacionamento entre Don e Kathy evolui para um inevitável romance.
Críticas

"Cantando na Chuva" é um dos melhores musicais de todos os tempos.  Realizado por Stanley Donen e Gene Kelly, o filme é inteligente, divertido e romântico.

Mesmo não contando com um excelente roteiro, o resultado final é simplesmente magnífico.  Os números musicais são de tirar o fôlego, com momentos inesquecíveis como a antológica seqüência em que o ator e coreógrafo, Gene Kelly, dança na rua debaixo de chuva.  Donald O'Connor, Cyd Charisse, Jean Hagen e Debbie Reynolds também nos brindam com números fascinantes.

É incompreensível o fato desse filme não ter sido agraciado, com um Oscar, pela Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood.

Enfim, "Cantando na Chuva" é um musical imperdível.







Elenco:

Gene Kelly (Don Lockwood)
Donald O'Connor (Cosmo Brown)
Debbie Reynolds (Kathy Selden)
Jean Hagen (Lina Lamont)
Millard Mitchell (R.F. Simpson)
Douglas Fowley (Roscoe Dexter)
Rita Moreno (Zelda Zanders)
Madge Blake (Dora Bailey)
Cyd Charisse (Dançarino)

Informações Técnicas:

Gênero: Musical
Origem/Ano: EUA/1952
Direção: Gene Kelly / Stanley Donen
Produtor: Arthur Freed
Roteiristas: Betty Comden, Adolph Green
Cinematografia: Harold Rosson
Montagem: Adrienne Fazan
Compositor: Nacio Herb Brown
Diretor Musical: Lennie Hayton
Director de arte: Cedric Gibbons, Randall Duell
Efeitos Especiais: Warren Newcomb, Irving G. Reis
Guarda Roupa: Walter Plunkett
Som: Douglas Shearer


Curiosidades:

- O roteiro de Cantando na Chuva foi escrito apenas após a escolha das canções que fariam parte do filme.
- A chuva que aparece no filme enquanto Gene Kelly canta “Singin’in the rain” na verdade não apenas água, mas sim uma mistura de água com leite.
- Gene Kelly estava com febre durante as filmagens da famosa cena em que canta “Singin’in the rain”.
- O primeiro ator cogitado para o papel de Cosmo Brown foi Oscar Levant.
- Algumas das roupas utilizadas em Cantando na Chuva foram utilizadas posteriormente em outro filme, Deep In My Heart, de 1954.
Dados do Arquivo:

RMVB Legendado
Duração: 103 minutos
Cor
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7º O Encouraçado Potemkin(1925)


Bronenosets Potiomkin (russo: Броненосец Потёмкин), O Encouraçado Potemkin(br), O Couraçado Potemkin (pt), é um filme de Serguei Eisenstein, datado de 1925.
O Encouraçado Potemkin é a realização mais importante e conhecida do russo Serguei Eisenstein. O filme é considerado um marco na montagem cinematográfica. Filmado em 1925 e feito sob encomenda para comemorar os vinte anos da Revolução Russa, o filme parte de um fato histórico de 1905 - rebelião de marinheiros de navio de guerra - para criar uma obra universal que fala contra a injustiça e sobre o poder coletivo que há nas revoluções populares.
O filme é dividido em cinco partes que se ocupam em provocar uma situação tal de espaço-tempo onde todos os pormenores apresentam um significado a ser apreendido pelo espectador. De forma a transcrever idéias complexas e ideologias profundas, Eisenstein chegou ao uso de técnicas de montagem inspiradas nos ideogramas orientais. Se determinado ideograma significa "telhado" e outro, "esposa", a união dos dois é lida como lar. Desta forma, é o choque entre duas imagens aparentemente díspares que cria o impacto, o sentido a que se quer chegar.
A clássica cena na escadaria de Odessa é a quarta parte do filme. As cenas iniciais banhadas em luz e alegria são substituídas pelas imagens chocantes de repressão violenta pela guarda do Czar. A própria escada já traz, em si, um símbolo da cruel hierárquica social e política, da diferença entre as classes. A cena da mãe assassinada, cujo carrinho de bebê desce degraus abaixo, é sempre citada como uma das mais famosas da história do cinema.
Eisenstein foi precursor no uso de efeitos especiais, usou contrastes e relações de corte e montagem que ainda hoje servem como base para a realização de filmes experimentais.
Originalmente o filme teve uma partitura especialmente concebida pelo compositor alemão Edmund Meisel, que trabalhou em colaboração com Eisenstein. Com o passar dos anos o filme foi recebendo diversos acompanhamentos musicais, consoante as distribuidoras. Uma das versões mais conhecidas apresenta-o ilustrado pela Sinfonia nº 5 de Dmitri Chostakovitch. Em 2005 o filme ganhou uma versão sonorizada pela dupla britânica Pet Shop Boys em colaboração com a Orquestra Sinfônica de Dresden. Essa versão foi apresentada pela primeira vez ao ar livre na Trafalgar Square, de Londres.
Curiosidades


Em uma de suas cenas, o filme Os Intocáveis, de Brian de Palma (1987), faz referência à cena da escadaria de O Encouraçado Potemkin.
http://www.imdb.com/title/tt0015648/

Elenco:
Aleksandr Antonov (Vakulinchuk)
Vladimir Barsky (Comandante Golikov)
Grigori Aleksandrov (Oficial Giliarovsky)
Mikhail Gomorov (Marujo)
Ivan Bobrov (Marujo)
Sergei Eisenstein (Cidadão de Odessa)
Julia Eisenstein (Cidadã de Odessa)



Gênero: Drama/Clássico
Tempo de Duração: 74 minutos
Ano de Lançamento (Rússia): 1925
Estúdio: Goskino / Mosfilm
Direção: Sergei Eisenstein
Roteiro: Nina Agadzhanova e Sergei Eisenstein
Produção: Jacob Bliokh
Música: Edmund Meisel
Fotografia: Vladimir Popov e Eduard Tisse
Direção de Arte: Vasili Rakhals
Edição: Sergei Eisenstein
RMVB Legendado
P/B
Links rapidshare em quatro partes
http://rapidshare.com/files/77831568/Encoura_ado_Potemkin__StirnerDVDRip_.part1.rar
http://rapidshare.com/files/77839194/Encoura_ado_Potemkin__StirnerDVDRip_.part2.rar
http://rapidshare.com/files/77847986/Encoura_ado_Potemkin__StirnerDVDRip_.part3.rar
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6º O Poderoso Chefão 2(1974)




Raro é, atualmente, encontrar seqüências de qualidade admirável, por conseguinte, raridade maior é a seqüência superar o filme original. O Poderoso Chefão II foi o primeiro a garantir esta qualidade e reverência sem precedentes junto à crítica e ao público.

Coppola realiza sua primeira obra-prima (não desmerecendo a primeira parte da saga) que dá continuidade à história da família mais conhecida e consagrada da história do cinema: Os Corleone. Baseado na obra do escritor Mario Puzo (também co-roteirista), o diretor aplica estratégica e esteticamente a estrutura da narrativa paralela, filmando a origem e a sucessão de dois chefões que lideravam o clã dos Corleone. Desde o início do século XX, relata as raízes e motivações que formaram o primeiro “Don” – Vito Andolini Corleone – aos feitos de seu herdeiro Michael, ao nos revelar suas habilidades “gerenciais” e de “gestão”. Confrontando-se com problemas de “negócios”, que tornaram-no no temido, odiado e solitário mafioso em contraste a seu pai, que fora amado, respeitado e, logo, menos infeliz no comando da Cosa Nostra ítalo-americana, constrói-se aqui uma profunda análise de uma personalidade corrompida pelo dever atávico de proteção dos interesses e de seus entes mais próximos.

Nesta seqüência, a ênfase no enredo sobre Michael Corleone se dá no período da caça às bruxas do senado americano contra as facções imperiais do poder “paralelo”, fazendo a limpeza de imigrantes ilegais da honrada e “injustiçada” nação yanke; este momento histórico serve como uma espécie de elemento deflagrador da verdadeira personalidade do outrora patriótico, íntegro e encantador bom moço que, desde o término do primeiro filme, passamos a experimentar animosidade a Michael e seus métodos de execução à sua estirpe. E Vito Corleone é retratado de modo poético e amargamente nostálgico de sua infância na Sicília e nos tempos da imigração à terra da liberdade – uma questão politicamente atemporal –, desvelando as verdadeiras origens e facetas do American Way of Life, sem opacidades de uma realidade histórica que fora por vezes romanceada por seus maquiadores hollywoodianos.

Plasticamente, a película apresenta, como na anterior, um visual épico e operístico. Sua fotografia característica, somada a uma direção de arte impecável, retrata fielmente o momento histórico e exprime ainda um tom obscuro e ligeiramente granulado, representando as trevas que ambientam as negociações abjetas do submundo norte-americano. Gordon Willis (diretor de fotografia) subexpõe o negativo que resulta, por pouca iluminação e baixa sensibilidade, em uma granulação e escurecimento da imagem, servindo pertinentemente à atmosfera proposta por Coppola.

Sem esquecer o material sonoro, a música do filme destaca bem a origem étnica e o tema que sublinha o estilo da família Corleone. Um tema indelevelmente antológico composto por Nino Rota, cujas músicas são constantes nos filmes do também italiano e genial cineasta Federico Fellini. Nesta segunda parte, Carmine Coppola, pai do diretor, acrescenta suas composições à trilha sonora, cuidando especificamente das músicas e  canções italianas que marcam a obra, fazendo com que elevem o filme a um status estético de uma ópera siciliana violenta e poética.

Poucos longas-metragens alcançam um patamar de obra mestra, que permeia a tênue camada entre arte e cultura de massa nas fitas da Meca do cinema e Coppola o faz magistralmente, entregando-nos história americana, drama e entretenimento popular. Posso afirmar que estes foram os primeiros blockbusters que inda detinham qualidade artística. Destarte O Poderoso Chefão II preenche o currículo de um dos maiores mestres e estetas do cinema que estaria, postumamente, a nos oferecer muito mais de seu brilhantismo e talento em suas obras subseqüentes que são, sem exageros, dignas de um consagrado gênio barroco.

Por Hallan Castro

Sinopse
Início do século XX. Após a máfia local matar sua família, o jovem Vito (Robert De Niro) foge da sua cidade na Sicília e vai para a América. Já adulto em Little Italy, Vito luta para ganhar a vida (legal ou ilegalmente) para manter sua esposa e filhos. Ele mata Black Hand Fanucci (Gastone Moschin), que exigia dos comerciantes uma parte dos seus ganhos. Com a morte de Fanucci o poderio de Vito cresce muito, mas sua família (passado e presente) é o que mais importa para ele. Um legado de família que vai até os enormes negócios que nos anos 50' são controlados pelo caçula, Michael Corleone (Al Pacino). Agora baseado em Lago Tahoe, Michael planeja fazer por qualquer meio necessário incursões em Las Vegas e Havana instalando negócios ligados ao lazer, mas descobre que aliados como Hyman Roth (Lee Strasberg) estão tentando matá-lo. Crescentemente paranóico, Michael também descobre que sua ambição acabou com seu casamento com Kay (Diane Keaton) e até mesmo seu irmão Fredo (John Cazale) o traiu. Escapando de uma acusação federal, Michael concentra sua atenção para lidar com os seus inimigos.

Prêmios
Academia de Hollywood - Oscar de Melhor Filme
Academia de Hollywood - Oscar de Melhor Direção
Academia de Hollywood - Oscar de Melhor Roteiro Adaptado
Academia de Hollywood - Oscar de Melhor Ator Coadjuvante (Robert De Niro)
Academia de Hollywood - Oscar de Melhor Direção de Arte
Academia de Hollywood - Oscar de Melhor Trilha Sonora
Academia Britânica - Prêmio de Melhor Ator (Al Pacino)


Indicações
Academia de Hollywood - Indicado aos Oscars de Melhor Ator (Al Pacino), Melhor Ator Coadjuvante (Michael V. Gazzo e Lee Strasberg), Melhor Atriz Coadjuvante (Talia Shire) e Melhor Figurino
Academia Britânica - Indicado aos Prêmios de Melhor Edição e de Melhor Revelação Masculina (Robert De Niro) e ao Prêmio Anthony Asquith de Melhor Música (Nino Rota)
Globo de Ouro - Indicado aos Prêmios de Melhor Filme-Drama, Melhor Direção, Melhor Ator-Drama (Al Pacino), Melhor Roteiro, Melhor Trilha Sonora e Melhor Revelação Masculina (Lee Strasberg)


Elenco
• Al Pacino (Don Michael Corleone)
• Robert De Niro (Vito Corleone - jovem)
• Diane Keaton (Kay Adams)
• Robert Duvall (Tom Hagen)
• John Cazale (Fredo Corleone)
• Talia Shire (Connie Corleone Rizzi)
• Lee Strasberg (Hyman Roth)
• Michael V. Gazzo (Frankie Pentangeli)
• G.D. Spradlin (Senador Pat Geary)
• Richard Bright (Al Neri)
• Gastone Moschin (Don Fanucci)
• Tom Rosqui (Rocco Lampone)
• Bruno Kirby (Jovem Clemenza)



Ficha técnica
• título original: The Godfather - Part II
• gênero:Drama
• ano de lançamento:1974
• direção: Francis Ford Coppola
• roteiro:Mario Puzo e Francis Ford Coppola, baseado em livro de Mario Puzo
• produção:Francis Ford Coppola
• música:Nino Rota e Carmine Coppola
• fotografia:Gordon Willis
• direção de arte:Angelo P. Graham


Curiosidades
- “O Poderoso Chefão 2” foi a 1ª sequência a ganhar o Oscar de Melhor Filme.
- Para se preparar para o papel, Robert De Niro viveu durante certo período na Sicília. Ele faz parte do grupo de atores que ganhou um Oscar falando a maior parte de seus diálogos numa língua diferente da inglesa (os demais foram Sophia Loren, Roberto Benigni e Marion Cotillard).
- “O Poderoso Chefão 2” é o 2º de 3 filmes que tratam da saga da família Corleone. Os demais foram O Poderoso Chefão (1972) e O Poderoso Chefão 3 (1990).
http://www.imdb.com/title/tt0071562/
Dados do Arquivo:

Formato: Rmvb/DvdRip
Áudio: Inglês
Legendas: Português/BR (embutida)
Servidor: Rapidshare
Parte 1
Duração: 1:38
Tamanho: 361 (3 partes)
Parte 2
Duração: 1:38
Tamanho: 345Mb (3 partes)

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terça-feira, 24 de novembro de 2009

5º 2001, uma Odisséia no Espaço (1968)


Sinopse

Em uma paisagem árida, vivem uma série de animais ferozes e um tipo de animal fraco, claramente não muito adaptado a seu mundo.  Um ser que ainda não é bípede, que vive em grupos e se alimenta do que consegue pegar com suas mãos ainda não desenvolvidas.  É presa fácil para predadores que vivem na região. Freqüentemente, luta com um grupo rival, aos gritos por conta da única fonte de água do local.  Este é uma promessa do ser humano.

Numa certa manhã, um deles desperta atraído por algo estranho.  Aos gritos, começa a acordar o resto do bando que, como ele, se assusta.  O grupo está diante de uma figura geometricamente perfeita e claramente não pertencente ao seu mundo.  Trata-se de um monólito.

Os primatas aproximam-se dele aos pulos e gritos.  Um, mais curioso, chega a tocar no monólito de leve.  A vida volta ao normal até que um deles se aproxima dos ossos expostos de um quadrúpede que morrera nas redondezas.  Relutantemente, ele pega um dos vários ossos espalhados pelo chão e começa a brincar com ele.  Com confiança crescente, ele segura o osso com mais força e termina descobrindo o uso das ferramentas, começando o domínio do homem sobre o planeta. No dia seguinte, quando começa a guerra de gritos com o grupo rival, por conta da água, aquele osso que se transformara numa ferramenta de caça, de repente é usado para golpear com força um adversário, que cai no chão.  Quase em êxtase, ele lança o osso ao ar.  Quando começa a descer, o osso transforma-se numa nave espacial a vagar pela atmosfera terrestre.

Começa, então, a 2ª parte do filme, com a fascinante viagem de uma pequena nave até a estação espacial que gira permanentemente em órbita terrestre.  Dentro da nave, além dos pilotos e da "aeromoça" que os serve, há apenas um passageiro.  Ao fazer escala na estação espacial, o cientista Heywood Floyd encontra um grupo de russos, explica-lhes que está indo à Lua e dá a entender que existe um problema na Base americana de Clavius.  Em seguida, ele muda de nave e segue em direção à superfície da Lua.

Na superfície lunar, astronautas trabalham em suas Bases.  Em Clavius, o Dr. Floyd reúne-se com o pessoal da Base e diz que  a "descoberta" deve ficar sob o mais completo sigilo.  A seguir, entra em uma espécie de ônibus lunar, quando começa a comentar sobre a tal descoberta, que teria sido enterrada há 3 milhões de anos.

Em uma cratera escavada na Lua, o homem tem seu 2º encontro com o monólito.  Embora não sejam aqueles primatas desesperados, os astronautas mostram-se assustados e tiram fotos do monólito negro.  De repente, o Sol, pela primeira vez em 3 milhões de anos, alcança com seus raios o interior da cratera, iluminando o monólito.  Um som ensurdecedor é ouvido.  Floyd percebe que vem do monólito.  O alarme havia soado.

Missão Júpiter.  A nave Discovery cruza o espaço.  Em seu interior, acham-se três cientistas em estado de hibernação, dois astronautas, Frank Poole e Dave Bowman, além do onisciente computador de bordo, HAL 9000.  HAL foi criado com uma inteligência igual ou até superior à do homem.  Entretanto, o computador erra ao anunciar uma falha na antena AE-35, que mantém a nave em comunicação com a Terra, quando, na realidade, não havia problema algum com a peça.

Diante do ocorrido, Bowman e Poole discutem o que fazer com HAL.  Este, entretanto, lendo seus lábios, descobre que eles planejam desligá-lo.  Para um computador, o desligamento equivale à morte.  Aproveitando a saída de Poole para mais uma inspeção, HAL manobra para se livrar dele.  Preocupado com o colega, Bowman sai numa segunda cápsula e encontra Poole morto.

Enquanto isso, dentro da nave, outros assassinatos estão ocorrendo.  Hibernando em suas cabines congeladas, cientistas são vítimas fáceis de HAL, que simplesmente desliga os aparelhos que os mantinham vivos.  Quando Bowman tenta voltar à nave, trazendo o corpo de Poole, HAL se nega a abrir as comportas.  É o homem se descobrindo vítima de sua própria criação tecnológica.

Tentando uma manobra desesperada, Bowman lança o corpo inerte de Poole ao espaço e manobra a cápsula até uma comporta de emergência na lateral do módulo de comando.  Com muito esforço, ele termina conseguindo voltar à nave.

Já no interior, o astronauta assume a difícil tarefa de desligar HAL, já que tem que entrar no cérebro do super computador.  Este, por outro lado, tenta dissuadi-lo.  Mas é em vão.  É o momento do homem tentar tomar novamente as rédeas de seu destino.  HAL expressa o medo que está sentindo da morte.  Bowman começa a retirar e a lançar ao ar célula por célula do super cérebro de Hal, que começa, aos poucos, a falar de maneira desconexa e confusa.  Ao final, HAL está morto.

Bowman está agora sozinho em uma nave a milhões de quilômetros da Terra.  Entre as órbitas dos vários satélites do maior planeta do sistema solar, Júpiter, a minúscula Discovery encontra o monólito.  Lentamente, uma das comportas da Discovery se abre.  Dela, sai Bowman em sua cápsula espacial.

Do meio da escuridão do espaço, uma espécie de corredor de luz se abre e por ele entra-se na maior viagem de todos os tempos.  A velocidade é tamanha que a própria luz se distorce, explodindo em inúmeras formas e matizes.  O rosto de Bowman também se distorce a ponto de se tornar irreconhecível.

De repente, Bowman, visivelmente mais velho, se vê na Discovery dentro de um quarto de hotel.  Sentado em uma mesa, um velho vestindo um casaco de lã.  Bowman tenta ver quem é.  O velho se volta e vemos que ele é Dave Bowman, agora com cabelos brancos, pele enrugada.  Ele se levanta, entra na suíte, senta-se em uma mesa e começa a comer.  Ao beber vinho, derruba a taça no chão.  Quando vai se abaixar para pegá-la, percebe que há alguém deitado na cama.  É ele mesmo, muito mais velho.

É aqui que Bowman fará sua metamorfose para o próximo estágio da humanidade.  Assim como aquele antigo primata descobriu que poderia modificar o mundo em que vivia e se transformar em um novo ser, é hora do homem deixar a casca de seu próprio corpo para uma nova evolução.

Uma nova era está apenas começando...

....

Críticas

"2001 - Uma Odisséia no Espaço" é, sem dúvida, o maior filme de ficção científica que já assisti.  Produzido, dirigido e co-escrito pelo grande cineasta Stanley Kubrick, o filme é intrigante ao abordar temas como ciência, religião, o desconhecido, a imortalidade.

Baseado no conto "A Sentinela", de Arthur C. Clarke, considerado o maior escritor de ficção científica, o roteiro é um dos pontos fortes do filme.

Na direção, Kubrick realiza um magnífico trabalho, no que é ajudado pela excelente trilha sonora e por sua bela fotografia.  Os efeitos especiais são um show à parte e renderam um Oscar ao filme.  Na parte final, quando a Discovery entra no corredor de luz, as seqüências são de uma beleza visual inimaginável.

A evolução do ser humano e as grandes transformações sempre aparecem ligadas a um monólito negro e liso.  Logo no início, ainda na pré-história, o monólito surge diante dos primatas para marcar sua evolução.  O segundo encontro do homem com o monólito ocorre na superfície lunar, 3 milhões de anos depois, após a criação de um super computador, quando uma tremenda onda de rádio aponta para Júpiter.  O terceiro encontro se dá na atmosfera do grande planeta, quando um corredor de luz se abre em direção a uma nova era e a uma nova evolução.

Enfim, "2001 - Uma Odisséia no Espaço" é mais uma obra imperdível do grande mestre que é Stanley Kubrick.
http://www.imdb.com/title/tt0062622/








Elenco:

Keir Dullea ... Dr. Dave Bowman
Gary Lockwood ... Dr. Frank Poole
William Sylvester ... Dr. Heywood R. Floyd
Daniel Richter ... Moon-Watcher
Leonard Rossiter ... Dr. Andrei Smyslov
Margaret Tyzack ... Elena
Robert Beatty ... Dr. Ralph Halvorsen
Sean Sullivan ... Dr. Bill Michaels
Douglas Rain ... HAL 9000 (voice)
Frank Miller ... Mission controller (voice)
Bill Weston ... Astronaut
Ed Bishop ... Aries-1B Lunar shuttle captain (as Edward Bishop)
Glenn Beck ... Astronaut
Alan Gifford ... Poole's father
Ann Gillis ... Poole's mother

Informações Técnicas:

título original:A Space Odissey
gênero:Ficção Científica
duração:02 hs 29 min
ano de lançamento:1968
estúdio:MGM / Polaris
distribuidora:MGM
direção: Stanley Kubrick
roteiro:Stanley Kubrick e Arthur C. Clarke [livro]

produção:Stanley Kubrick
fotografia:Geoffrey Unsworth e John Alcott
direção de arte:John Hoesli
figurino:Hardy Amies
edição:Ray Lovejoy
efeitos especiais:MGM


Curiosidades:

- O nome do computador HAL uma referência indireta IBM, gigante do ramo de computação. Cada letra de HAL exatamente uma anterior, em relação ao alfabeto, às letras de IBM.
- Stanley Kubrick e Arthur C. Clarke desenvolveram simultaneamente a história de 2001 – Uma Odisséia no Espaço. Enquanto Kubrick trabalhava em cima do roteiro, Clarke escrevia o livro, com ambos trocando idéias e opiniões durante o trabalho. Era inclusive intenção de Clarke, ao lançar o livro, colocar Stanley Kubrick como co-autor da história, mas o diretor não autorizou a utilização de seu nome.
- Inicialmente era intenção de Kubrick que Alex North, com quem já trabalhara em Spartacus, criasse uma trilha sonora própria para 2001. Entretanto, tempos depois o diretor desistiu da idéia e resolveu por apenas utilizar canções clássicas conhecidas como tema musical do filme. Posteriormente a trilha composta por North foi lançada em CD com o título “Alex North’s 2001”.
- Douglas Rain, intérprete da voz do computador HAL, não chegou a ir aos sets de filmagem um único dia sequer.
- O filme custou cerca de US$10 milhões, tendo arrecadado mais de US$190 milhões em todo o mundo.
- Seguido por 2010 – O Ano em que Faremos Contato


Dados do Arquivo:

Legendado:
Formato: rmvb
Áudio: Inglês
Legendas: Português/BR
Duração: 2:29
Tamanho: 471 MB
Divididos em 03 Partes
Servidor: Rapidshare
ou
Dublado:
Arquivo: RMVB
Tamanho: 604 Mb
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4º 8 ½(1963)


Sinopse

Guido Anselmi é um diretor de cinema bem-sucedido que, após concluir um filme de grande sucesso, encontra-se à beira de um colapso nervoso.  Seu estado de 'stress' o leva a ter uns pesadelos que o deixam perturbado.  Num desses pesadelos, ele se vê preso no meio de um engarrafamento, sufocado, enquanto as pessoas dos carros vizinhos permanecem indiferentes.

Seu médico lhe recomenda um período de descanso e recuperação num 'spa', mas pressionado por produtores, roteiristas e atrizes, ávidos por um novo projeto, ele se vê obrigado a discutir suas implicações ideológicas com representantes da Igreja Católica e a enfrentar problemas de produção com seus financiadores.

Nessa delicada situação, sua amante o procura para visitá-lo.  Sua descontente esposa faz o mesmo.  E, no meio de todo esse caos, de vez em quando ele tem umas visões de uma figura angelical que representa tudo o que ele quer da vida: beleza, tranqüilidade, serenidade.  Ela caminha suavemente, sem dizer uma palavra e esboçando um perfeito sorriso.  Em sua mente, ele a transforma numa Musa, e se conforta com seu apoio imaginário.

.

Críticas

"Fellini , Oito e Meio" é um dos mais originais, criativos e fascinantes filmes desse talentoso diretor do cinema italiano.  O filme tem muito a ver com a vida do próprio Fellini, apresentando lembranças de sua infância e até seqüências sugeridas por seus sonhos.  Mas tudo é feito de uma forma tão brilhante que se torna basicamente impossível distinguir o que é ficção e o que é real.

Mastroianni está brilhante no papel do confuso diretor de cinema, Guido Anselmi,  e consegue passar todas as frustrações, ansiedades, dúvidas, esperanças e medos do mesmo.

"Fellini, Oito e Meio" conta, ainda, com a magnífica trilha sonora de Nino Rota, merece ser considerado como mais uma obra-prima do cinema italiano e tem seu lugar garantido na lista dos grandes filmes de todos os tempos.
http://www.imdb.com/title/tt0056801/





Elenco:

Marcello Mastroianni...Guido Anselmi
Claudia Cardinale...Claudia
Anouk Aimée...Luisa Anselmi
Sandra Milo...Carla
Rossella Falk...Rossella
Barbara Steele...Gloria Morin
Madeleine LeBeau...Madeleine
Caterina Boratto...A senhora misteriosa
Eddra Gale...Saraghina

Informações Técnicas:

Título Original:
Gênero: Drama
Origem/Ano: ITA/FRA/1963
Direção: Federico Fellini
Roteiro: Federico Fellini e Ennio Flaiano 
Prêmio: Academia de Hollywood  -  Oscar de Melhor Filme Estrangeiro


Dados do Arquivo:

Formato: rmvb
Áudio: Italiano/Inglês
Legendas: Português
Duração: 138 min
Tamanho: 452 MB
Servidor: Rapidshare; Megaupload
Partes: 5 (Rapidshare); 01 (Megaupload)

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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

3º Um Corpo Que Cai(1958)


É o filme que melhor representa as obsessões do aclamado diretor Alfred Hitchcock. As novas gerações de cinéfilos devem assistir clássicos como este e tantos outros que marcaram época. Um bom filme não envelhece, ou melhor, como diz Ruy Castro: “Um filme é para sempre” - claro, estamos falando de bons filmes e bons filmes nos tornam seres melhores. A minha idéia é fazer deste espaço um resgate de obras que considero imperdíveis.
John “Scottie” Ferguson (James Stewart) é um ex-policial da cidade de São Francisco que tem problema físico e mental – sente dores nas costas e tem medo de lugares altos (acrofobia). Ele é contratado por um amigo para uma missão aparentemente tola, ou seja, o marido desconfia que a mulher Madeleine Elster (Kim Novak) está tendo alucinações e incorporando um espírito de uma ancestral, portanto, deve ser observada pelo detetive. A mulher seguida é um mistério e aguça a curiosidade do já cansado ex-tira.
Com o passar do tempo ela percebe que seu trabalho – pois fora contatada para representar outra - não é mais por dinheiro e sim por sentimento, uma vez que começa a ter afeição por Scottie e entra em drama de consciência. A mulher chama-se Judy e também é interpretada por Kim Novak.
O plano arquitetado pelo marido Gavin Elster (Tom Helmore) é intrigante e muito bem elaborado. Ele cria uma mulher pela qual Scottie se apaixona e termina por sepultar momentaneamente os sonhos amorosos do ex-policial quando simula um suicídio da loura misteriosa. É bom frisar que as mulheres loiras sempre fascinaram Hitchcock – elas eram apresentadas como frias e distantes e na grande maioria dos enredos despertavam o interesse de homens aprisionados por seqüelas físicas ou psicológicas.
O aparente suicídio da “mulher dos sonhos” leva o detetive a enfrentar uma comissão investigadora que opta por inocentá-lo de qualquer culpa no evento. Ele já carregava o peso da morte de um colega em um acidente de trabalho.
Diante da perda ele sai às ruas e casualmente encontra uma mulher (Judy) e acha a mesma parecida demais com “Madeleine”. A partir daí o mestre do suspense permite que nós expectadores entremos na trama, ou seja, participemos de um segredo magistralmente conduzido. Na sua obsessão, Scottie obriga Judy a se vestir como “Madeleine” e mais uma vez ela revive o papel de outrora.
É no detalhe de um colar que tudo é desnudado. A descoberta da armadilha traz graves conseqüências aos personagens e ambos percebem o quanto foram ludibriados, mas já era tarde demais para controlar a fúria que domina o investigador enganado – ele foi escravo e vítima de uma imagem fabricada por uma mente assassina. Tarde demais para juntarem os corações dilacerados.
Este filme é considerado uma das melhores obras de Hitchcock, sobretudo, por explorar temas preferidos do diretor, dentre eles: obsessão, medo e relação de um homem em uma história insólita. A trilha sonora cria uma atmosfera perturbadora de um desejo que não pode ser estancado e é assinada por Bernard Herrmann.
Um Corpo que Cai é o retrato fiel de um estilo hitchcockiano que encanta e, ao mesmo tempo, uma lição de que podemos ser ludibriados, principalmente, quando nos embasbacamos por uma estonteante loura.
http://www.imdb.com/title/tt0052357/


Sinopse:

Madeleine é uma bela mulher que vem sofrendo com uma crise de identidade; ela tem visões e um comportamento estranho. Seu marido convence o amigo John Ferguson, que é ex-detetive, a investigar as saídas misteriosas da esposa. Inicialmente, Scott reluta, mas diante da insistência do colega, ele concorda em seguir a mulher, e acaba se apaixonando por ela. Scott sofre de acrofobia, por isso ele falha em sua missão, ao não conseguir salvar Madeleine do suicídio, quando esta joga-se da torre de uma igreja.

Elenco:

James Stewart .... Detetive John Ferguson (Scottie)
Kim Novak .... Madeleine Elster / Judy Barton
Barbara Bel Geddes .... Marjorie Wood (Midge)
Tom Helmore .... Gavin Elster
Henry Jones .... Coronel
Raymond Bailey .... médico de Scottie
Ellen Corby .... gerente do McKittrick Hotel
Konstantin Shayne .... Pop Leibel
Lee Patrick .... proprietário do carro

Informações Técnicas:

título original:Vertigo
gênero:Suspense
duração:02 hs 08 min
ano de lançamento:1958
estúdio:Paramount Pictures / Akfred J. Hitchcock Productions
distribuidora:Paramount Pictures / Universal Pictures
direção: Alfred Hitchcock
roteiro:Samuel A. Taylor e Alec Coppel, baseado em livro de Pierre Boileau e Thomas Narcejac
produção:Alfred Hitchcock
música:Bernard Herrmann
fotografia:Robert Burks
direção de arte:Henry Bumstead e Hal Pereira
figurino:Edith Head
edição:George Tomasini


Curiosidades:

- Hitchcock queria a atriz Vera Miles para o papel de "Madeleine", mas ela ficou grávida e não pode atuar no filme.
- O diretor aparece no filme durante onze minutos, vestindo terno cinza e caminhando no estaleiro.
- A iluminação muda quando algum acontecimento importante vai acontecer no filme.
- Deteriorados pelo tempo e pela má conservação, os negativos originais do filme, considerado a maior obra-prima do mestre Hitchcock e um dos maiores filmes de todos os tempos, foram restaurados completamente em 1996, a um custo de um milhão de dólares, por Robert Harris e James Katzos, os mesmos laboratoristas que recuperaram os originais de Lawrence da Arábia e Minha bela dama.
- Barbara Bel Geddes tornou-se mundialmente famosa e conhecida do público não-cinéfilo muitos anos depois, ao interpretar a matriarca Eleanor Ewin, na popular série de televisão Dallas, nos anos 70 e 80.
- O diretor Alfred Hitchcock aparece em cena aos exatos 11 minutos de Um Corpo Que Cai, caminhando com um terno em frente ao estaleiro de Gavin Elster.
- A figurinista Edith Head e Alfred Hitchcock tinham por intenção dar um visual não-convencional Madeline Elster, personagem de Kim Novak. Deste modo, escolheram uma roupa cinza para a Madeline, por achar que seria estranho ver uma mulher loira totalmente vestida desta cor.
- Um Corpo Que Cai baseado no livro “D’Entre les Morts”, da dupla Pierre Boileau e Thomas Narcejac. O livro foi escrito especialmente para Hitchcock, após os autores tomarem conhecimento de que o diretor tentara comprar os direitos de adaptação para o cinema de seu livro anterior, “Diabolique”.
- Apesar dos créditos indicarem o roteiro como de autoria de Alec Coppel e Samuel A. Taylor, Coppel não escreveu uma palavra sequer da versão final do roteiro. Seu nome apenas apareceu nos créditos por questões contratuais, já que Taylor desenvolveu o roteiro final baseando-se apenas nos relatos de Alfred Hitchcock, sem ter lido nem o script original nem o livro em que a história foi baseada.
- Hitchcock inventou para Um Corpo Que Cai a sequência de zooms e afastamento da câmera, que dá ao público a sensação de vertigem sentida pelo personagem de James Stewart. Por apenas alguns poucos segundos utilizando esta sequência foi pago cerca de US$ 19 mil.
- Originalmente o papel de Madeline Elster seria de Vera Miles, mas esta ficou grávida antes do início das filmagens e teve que abandonar o papel.
- Um Corpo Que Cai esteve inacessível ao público em geral durante décadas. Isto porque Hitchcock comprou de volta os direitos de 5 de seus filmes e os deixou de legado para sua filha. Estes filmes receberam o apelido de “os 5 filmes perdidos de Hitchcock” e apenas estiveram novamente ao alcance do público em 1984, quando foram relançados nos cinemas, com uma distância de quase 30 anos desde seu primeiro lançamento. Os demais filmes do pacote eram Festim Diabólico (1948), Janela Indiscreta (1954), O Homem Que Sabia Demais (1956) e O Terceiro Tiro (1955).
- Na época recebido pela crítica com reservas, hoje Um Corpo Que Cai considerado a obra-prima de Hitchcock.





Dados do Arquivo:

Formato: rmvb
Áudio: Inglês
Legendas: Português/BR
Duração: 2:04
Tamanho: 404 MB
Dividido em 05 Partes
Servidor: Rapidshare 
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2º A Regra do Jogo (1939)



França, final dos anos 30. Um jovem aviador comete gafe ao falar publicamente do seu caso com a esposa do Marquês de La Chesnaye. Para evitar escândalo maior, o refinado aristocrata convida várias pessoas, incluindo o piloto, para uma caça de final de semana em sua casa de campo. O evento torna-se sombrio quando um dos convidados é assassinado. Em tom de farsa, o mestre Jean Renoir (A Grande Ilusão) revela as "regras do jogo" da sociedade francesa, focando a luta de classes entre aristocratas e empregados. Recentemente, o cineasta Robert Altman homenageou a obra de Renoir, com o remake disfarçado Assassinato em Gosford Park. Assista A Regra do Jogo e descubra porque esta obra-prima magistral é um marco do cinema mundial.

Premiações
- Vencedor do Prêmio de Melhor Filme Europeu no Festival de Copenhagen, Dinamarca.
- Vencedor do Prêmio de Melhor Diretor no Festival de Copenhagen, Dinamarca.

Crítica
A Regra do Jogo é considerado por muitos um filme magistral, em parte por ter incorporado uma série de recursos inovadores na maneira de desenvolver sua narrativa. É possível detectar o uso consciente da profundidade de campo, de planos seqüência relativamente longos, e constantes movimentos de câmera - todos mais evidentes no terço final do filme. Esses elementos imprimem à obra uma agilidade e um dinamismo impressionante, contribuindo para o lirismo de sua atmosfera e para uma maior efetividade da mensagem que pretende transmitir. A sagacidade de seus diálogos e o acelerado senso de ritmo o diferencia das outras produções da mesma época, transformando-o em uma obra importante e altamente influenciadora na História do Cinema.

O filme é notório por realizar uma ácida, porém irreverente, crítica à disposição da hierarquia social e, principalmente, à alta burguesia francesa da época. A trama gira em torno de vários representantes da classe mencionada, às voltas com, dentre outras coisas, suas relações amorosas (tanto intra, quanto extra conjugais), os códigos morais e sociais que deveriam seguir, a relação com seus empregados e a presença da morte. O próprio Renoir faz um papel no filme, atuando como o otimista amigo Octave.

A primeira exibição em Paris faz parte de uma das lendas que circundam a obra. Mal recebido por tanto espectadores e críticos, motivou uma calorosa reação negativa e se tornou alvo de modificações – parte da lenda diz que houve desde tentativas de atirar cadeiras à tela, até colocar fogo na sala de cinema. O filme foi cortado de 94 para 81 minutos, ainda assim não sendo apreciado pelo público. Banido pelos censores franceses e, posteriormente, pelos alemães durante a Ocupação, viu finalmente seus negativos perdidos nos bombardeios de 1942. Só no final da década de 50 é que o filme ganharia uma reconstrução, sob a supervisão de Jean Gaborit e Jacques Durand, em uma versão de incríveis 106 minutos.

Durante a ocupação da França na Segunda Guerra Renoir buscou exílio nos Estados Unidos, onde realizou, entre outros, This Land Is Mine em 1943 (de temática anti-nazista) e The Southerner em 1945. Durante sua estadia na América, no entanto, diz dificilmente ter encontrado propostas de filmes que realmente o agradassem. Ao longo de sua carreira enfrentou certo grau de dificuldade para obter financiamento, sendo obrigado a vender quadros de seu pai para realizar algumas de suas obras. À medida que foi envelhecendo, seus filmes foram adquirindo um caráter mais pessoal. Além de desenvolver um estilo mais “autoral”, é também notável um desvio dos temas mais engajados, e até “esquerdistas”, do início de sua filmografia. Realizaria um total de 41 filmes.

Fonte Cineclube Rogério Sganzerla (UFSC)
http://www.imdb.com/title/tt0031885/













Elenco:
Roland Toutain - André Jurieux
Nora Gregor - Christine de la Cheyniest
Marcel Dalio - Robert de la Cheyniest
Paulette Dubost - Lisette
Mila Parély - Geneviève de Marras
Odette Talazac - Madame de la Plante
Claire Gérard - Madame de la Bruyère
Anne Mayen - Jackie, sobrinha de Christine
Lise Elina - Repórter radialista
Julien Carette - Marceau
Gaston Modot - Edouard Schumacher, o gamekeeper
Jean Renoir - Octave
Pierre Magnier - O general

Ficha Técnica:

Direção: Jean Renoir
Ano: 1939
Título Orginal: La Règle du Jeu
Gênero: Drama/Comédia
Produção: Claude Renoir
Roteiro: Camille François
Formato - RMVB/DVDRip
Áudio - Francês
Legendas - Português
Duração - 110 min.


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1 Cidadão Kane ( (1941)




Engraçado como a mente de um gênio funciona. Com pouco mais de 20 anos, Orson Welles dirigiu, produziu e roteirizou uma das maiores obras-primas da história do cinema. Nesta matéria, comentarei o filme em si, sua repercussão na época, algumas curiosidades, sua atualidade, o quão serviu para a evolução das técnicas do cinema e muito, muito mais. É complexo falar de Cidadão Kane; é complexo assisti-lo; é complexo entender sua importância.

É impossível falar do filme sem levar em conta a época que fora realizado. Se ainda hoje tem impacto e denuncia toda a sujeira por trás do sistema jornalístico mundial, imagine o apocalipse que causou na década de 40, tradicionalista e cheia de regras de conduta? Um personagem sujo, egoísta, egocêntrico, no meio de tantos galãs? Uma guerra começando e a denúncia ali, na tela? Era muito para as pessoas. Diversas abandonavam as salas de cinema revoltadas, e o filme foi muito mal em diversas críticas.

Ele começa com uma cena curiosa. Um castelo, que em breve sabemos que se chama Xanadu, com uma placa de “afaste-se” pendurada na grade e uma câmera que vai passeando por ele até uma janela. Até aí nada demais, para nós que estamos acostumados com uma certa linguagem no cinema, mas teve um significado muito maior na época. Depois a cena transição para dentro do castelo, outro recurso técnico inovador, vemos uma pessoa segurando uma bola dizendo “Rosebud”. Logo depois, ele a solta, entra uma enfermeira na sala e vemos que o homem está morto.

Tem-se início um documentário. Através dele descobrimos que quem acabara de morrer é ninguém mais ninguém menos que Charles Foster Kane, um dos homens mais importantes da época. O documentário tem duração de mais ou menos 10 minutos e mostra tudo resumidamente o que será aprofundado pelas próximas duas horas de Cidadão Kane. A partir daí, vemos quem está realizando o tal documentário, e que o mesmo não está satisfeito com o resultado provisório apresentado. Na tentativa de tornar o conteúdo mais interessante, ele coloca seus jornalistas atrás da resposta sobre uma questão que será a espinha dorsal do filme: o que diabos significaria “Rosebud”, a última palavra proferida pelo gigante Kane?

A genialidade de Welles entra junto com essa palavra, pois como poderiam saber qual foi se Kane estava sozinho na hora que a pronunciou? Welles jogou sabiamente com isso, e os mais despercebidos com certeza não notaram esse sutil detalhe. É como se nós, o público, tivéssemos espalhando a notícia. Isso mostra a profundidade do filme já na primeira cena. É como se fosse um aviso, “preste atenção em mim o tempo inteiro, porque nada aqui está por acaso, tudo tem seu significado, seu valor”. Realmente, é preciso ver Cidadão Kane com dois olhos, um de avaliador e outro de apreciador. Se possível, inúmeras vezes.

Na jornada para descobrir a resposta que procura, o jornalista Thompson (William Alland) entrevista diversas pessoas que mantiveram um forte contato com o magnata: sua ex-mulher (Dorothy Comingore, como Susan Alexander), seu antigo melhor amigo (Jedediah Leland, interpretado por Joseph Cotten), seu mordomo, etc. E a cada encontro uma nova história é contada, sempre de modo magnífico, trabalhando cada vez mais os personagens, evoluindo, fazendo transformações. As interpretações sempre perfeitas, com Welles extraindo tudo de seus atores. O modo como essa história é contada foi uma revolução para a época, por causa da narrativa não-linear. É necessário a atenção do espectador para colocar em ordem tudo o que o filme está apresentando. Nunca um filme havia utilizado tal sistema de flashbacks antes (sim, flashbacks já haviam sido usados, mas nunca dessa forma, assíncrona, para construir a história; eram utilizados apenas para esclarecê-la).

O interessante é que a descoberta do que seria “Rosebud” acaba se tornando um plano de fundo para descobrirmos o quão longe um ser humano pode chegar. Não é o verdadeiro foco do filme, e sim o trabalho sobre o personagem de Welles. Esse foi o primeiro grande impacto real que o filme causou sobre as pessoas, pois como falei acima, Kane não era o grande galã que elas estavam acostumadas a ver nas telas da época. Isso causou um repúdio ao personagem, acentuado ainda mais pelo jornalista William Randolph Hearst, que acreditava que muitos dos acontecimentos do filme foram baseados em sua vida real (e foram mesmo, o número de ‘coincidências’ é enorme). Ele começou uma forte campanha anti-Kane que afundou ainda mais o já sujo filme. Foi vaiado pelos poucos espectadores que não saíam do cinema ao final. O enredo, fazendo fortes críticas ao sistema jornalístico da época, é assinado por Herman J. Mankiewicz e o próprio Welles. Ousado, inovador, profundo, faturou o Oscar da categoria (mesmo com toda essa explosiva energia contra o filme, que das oito indicações, só ficou com essa).

Logo na cena de abertura, onde vemos o portão em primeiro plano e o castelo no segundo, é o primeiro aspecto técnico impressionante, afinal, era a primeira vez que a profundidade de campo era usada intencionalmente em um filme. Orson Welles trabalhou, durante toda sua duração (e brincando nesse começo), sobre a importância do que acontecia em primeiro e em segundo plano. Ele e seu Cidadão Kane foram os grandes responsáveis por talvez o recurso mais comum hoje em dia no cinema. Impossível um filme não se aproveitar dessa técnica. Outro ponto legal é a passagem do exterior do castelo para o interior, com a fusão de películas e um longo travelling. Isso era outro fator inédito, esses movimentos com a câmera, até então nunca utilizados. Se Griffith inventou a linguagem cinematográfica, foi Welles que a aperfeiçoou e deu as ferramentas para todos os diretores trabalharem com ela.

A direção de arte teve um papel importantíssimo, mesmo que passe despercebida para os espectadores casuais (bem, hoje em dia eles não existem mais, mas estou considerando a época em que foi realizado). Como o filme abrange diversos anos da vida de Kane, é impossível não perceber o belo trabalho da maquiagem. O modo como Welles foi transformado, envelhecendo anos junto com Kane é fantástico. Ah, vale citar que nem todos os cenários eram realmente o que apareciam. Muitos foram construídos pela metade para cortar custos e Welles mais uma vez provou sua competência ao fazê-los crescer frente às câmeras. No documentário inicial, por exemplo, foram usadas diversas imagens de arquivo para baratear a obra o máximo possível.

A fotografia é outro fator importantíssimo para o filme. Ao contrário do Expressionismo Alemão, que utilizava das sombras para tornar o protagonista parte do cenário, Gregg Toland (o fotógrafo do filme) utilizou o jogo de luz e sombras para dar o clima dark que queria. Sempre que Kane ia revelando seu lado negro, fazendo suas peripécias somente pensando em si, a sombra dominava o cenário, geralmente o encobrindo. O enquadramento foca tanto os primeiros planos como os segundos, sempre jogando com isso, diversas vezes mostrando o teto dos cenários, brincando com o tamanho aparente e seus egos no momento.

O que pode ter sido a gota d´água para Randolph processar Welles e fazer todo o estardalhaço anti-Kane (o que hoje em dia poderia acabar influindo a favor do filme, já que todos ficariam curiosos para saber qual bomba seria esta fita) não deve ter sido o modo como ele estripou o caráter de Kane. Não deve ter sido todo o repúdio ao jornalismo e as pessoas que se sentiram ofendidas com isso. Deve ter sido justamente a palavra Rosebud, o coração do filme. Welles poderia ter escolhido qualquer outra palavra no mundo, mas por que ele foi colocar justamente o nome como Randolph chamava o clitóris da amada?

Falei, no início dessa matéria, que o filme se mantinha atual, apesar de já ser sexagenário. Mas, por que? É bem simples. É só ver que todas essas críticas, toda essa sujeira que é percebida até hoje quando o assunto é jornalismo, onde uma TV especializada, por exemplo, deixa de dar uma importante notícia só porque uma pessoa que já foi famosa já não é tanto hoje em dia. É só ver o que uma pessoa faz para se manter por cima, ver todas as pessoas que ela não faz questão de pisar para que seu ego continue alto. É natural. Não que seja certo, mas está no sangue do ser humano, não há como negar as origens.

Na restauração da imagem e do som, para que uma boa qualidade fosse alcançada, foi necessário um trabalho foto-químico digital em uma cópia guardada no MoMA, já que a original havia se perdido em um incêndio. Por pouco não ficamos sem um dos maiores clássicos do cinema, considerado por muitos críticos como o melhor filme já feito de todos os tempos.

O reconhecimento veio com o tempo. Não que Welles tenha feito uma obra tendo em vista que ela fosse amadurecer e ser reconhecida com o passar dos anos, isso aconteceu naturalmente, talvez impulsionado pelo impacto causado na época. As pessoas ficaram curiosas, estudaram o filme e perceberam o talento do jovem diretor de apenas 25 anos, todo o seu simbolismo, sua inovação e, principalmente, sua importância dentro do cinema. É triste ver que um gênio como esse passou muita dificuldade na vida, enquanto algumas pessoas que se consideram diretores hoje em dia nadam nos cifrões de Hollywood.

Pode ser que nem todos gostem tanto assim da história de Cidadão Kane, mas, analisando toda a sua importância, o filme é impecável. Um grande clássico do cinema que deve ser assistido por todos, não importa a idade, o sexo, os valores humanos. Inesquecível, um filme que estará vivo facilmente por outros 60 anos.

Por Rodrigo Cunha
http://www.imdb.com/title/tt0033467/
Sinopse:

Aos 26 anos, precocemente, ORSON WELLES já demonstrava toda a sua genialidade neste grandioso filme que influenciou toda a história do
Cinema, para contar a vida de um magnata da imprensa, visivelmante
inspirado em William Randolph Hearst. Welles usou velhos recursos
cinematográficos como flashbacks e incorporou inovações impressionantes para a época, como a narrativa não linear e ângulos de câmera inusitados. Mesmo após mais de 50 anos, este filme ainda é um ponto de referência para a evolução da linguagem cinematográfica.

Elenco:

Orson Welles (Charles Foster Kane)
Joseph Cotten (Jedediah Leland)
Dorothy Comingore (Susan Alexander)
Agnes Moorehead (Srta. Mary Kane)
Ruth Warrick (Emily Norton Kane)
Ray Collins (James "Jim" W. Gettys)
Erskine Sanford (Herbert Carter)
Everett Sloane (Bernstein)
William Alland (Jerry Thompson)
Paul Stewart (Raymond)
George Coulouris (Walter Parks Thatcher)
Fortunio Bonanova (Matiste)
Georgia Backus (Bertha)


Ficha Técnica:

Cidadão Kane
(Citizen Kane, 1941)
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 119 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 1941
Direção: Orson Welles
Roteiro: Herman J. Mankiewicz e Orson Welles
Produção: Orson Welles
Música: Bernard Herrmann
Direção de Fotografia: Gregg Toland
Direção de Arte: Perry Ferguson e Van Nest Polglase
Figurino: Edward Stevenson
Edição: Robert Wise

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Prêmios: Academia de Hollywood  -  Oscar de Melhor Roteiro Original



Indicações:  Academia de Hollywood  -  Indicado aos Oscars de Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Ator  (Orson Welles), Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia, Melhor Edição, Melhor Música Original e de Melhores Efeitos Sonoros
Dados do Arquivo:

Tipo de arquivo: RMVB
Tamanho: 461 MB
Qualidade: Boa
Legenda: Embutida
Cor: P/B


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